O Sol é a fonte de energia primordial da Terra. De um jeito ou de outro, todos os ciclos existentes no planeta estão vinculados a ele e dependem da energia que ele gera para serem processados. Portanto, nada mais natural que o homem desenvolvesse técnicas que aproveitassem essa mesma energia em seus próprios processos.

Nesse sentido, a energia solar vem sendo utilizada para atender às várias necessidades humanas. Por um lado, o calor solar permite aquecer a água, substituindo a eletricidade e os combustíveis dos aquecedores. Por outro, a energia fotovoltaica — que permite a conversão da luz em eletricidade — tem proporcionado alternativas para o consumo elétrico.

Com isso, os mais variados setores têm adotado essas tecnologias como medidas importantes de geração de energia. Neste artigo, vamos esclarecer 10 dúvidas sobre o uso de energia solar em prédios e condomínios, considerando todas as vantagens e as possibilidades que ela apresenta. Confira!

1. Por que a energia solar contribui com o meio ambiente?

De maneira muito correta, a energia solar é muitas vezes analisada pelo ponto de vista da sustentabilidade ambiental. Afinal, ela permite que as necessidades energéticas sejam supridas em vários sentidos, dispensando as fontes convencionais proporcionadas pelos combustíveis fósseis ou pela geração hidráulica.

Assim, o uso da energia solar reduz o volume de emissões de gases de efeito estufa que os combustíveis provocam e também diminui a construção de novas usinas hidrelétricas, que causam sérios impactos ambientais.

2. Por que ela é econômica?

Também é importante observar a tecnologia pelo ponto de vista da sustentabilidade econômica e financeira. Afinal, a luz solar existe em abundância na maior parte do planeta, e o custo de exploração é muito reduzido em relação àquele necessário para aproveitar a energia dos combustíveis ou das usinas. Por isso, o uso da energia solar também proporciona grande economia para os consumidores.

3. Como é usada no aquecimento de água?

O aquecimento de água utilizando a energia elétrica foi uma forma pioneira de aproveitar esse potencial energético. Partindo do princípio lógico de que o Sol produz calor, foram desenvolvidos os aquecedores solares que utilizam sistemas que concentram a energia térmica em dutos por onde circula a água.

Como o aquecimento é contínuo, por todo o dia, a água também é aquecida continuamente e acumulada em reservatórios para uso nas várias necessidades do condomínio. Com isso, é dispensado o uso da eletricidade ou do gás no processo de aquecimento.

Considerando o número de chuveiros elétricos e aquecedores elétricos e a gás que um prédio tem, é fácil perceber que a economia de eletricidade será de fato considerável.

4. E à noite e em dias de chuva?

De fato, existe a situação da ausência de aquecimento no período noturno e da insuficiência do calor em períodos de chuva prolongados ou quando o céu fica nublado. Nessas ocasiões, um sistema de aquecimento elétrico atua, permitindo que a temperatura da água permaneça nos níveis desejados.

Porém, mesmo com essa atuação, considerando todo o período durante o qual o consumo elétrico é dispensado, a economia continua sendo compensadora. Essa compensação é suficiente, inclusive, para que ela pague o investimento na instalação do equipamento em curto espaço de tempo.

Há, também, as placas de geração de energia fotovoltaica, com tecnologia mais desenvolvida capaz de preservar a energia para que seja usada quando a sua fonte — o Sol — não estiver disponível.

5. O que é a energia fotovoltaica?

A energia fotovoltaica aproveita o potencial energético da luz solar. O equipamento utiliza as células fotovoltaicas, que são dispositivos que convertem a luz do Sol em energia elétrica.

6. O que é off-grid?

Existem dois sistemas de geração. O primeiro, chamado off-grid, é autônomo e não está conectado à rede de distribuição. Assim, o excedente da energia que não é consumida é acumulado em baterias especiais para uso posterior.

7. O que é on-grid?

O segundo sistema, que é o utilizado por edificações urbanas, é conhecido como on-grid porque está conectado à rede de distribuição. Essa condição permite que o excedente gerado seja injetado na rede para utilização de outros consumidores, da mesma forma como ocorre com a energia produzida por uma usina elétrica qualquer.

Ao mesmo tempo, como permanece conectado à rede, se o sistema não for suficiente para gerar toda a energia consumida em determinado momento — como ocorre nos períodos noturnos —, a energia da concessionária estará à disposição dos consumidores para suprir todas as necessidades.

8. E se houver excesso na geração de energia?

Se houver excedente, isso significa que o prédio que adota a energia fotovoltaica deixa a condição de mero consumidor de energia e pode se tornar um gerador de energia. Assim, além de não pagar a conta de energia, o condomínio passará a ter um crédito que permitirá a utilização em outras ocasiões, quando a geração não for suficiente para suprir a demanda.

Esse é um aspecto muito interessante da geração fotovoltaica que é garantido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que regula o setor. Portanto, além de economizar com a possibilidade da redução de consumo, o prédio poderá economizar ainda mais com o recebimento dos créditos.

9. Qual o tempo de retorno do investimento?

O retorno do investimento de um sistema fotovoltaico está vinculado a uma série de fatores, a começar pelo potencial de geração, que considera questões técnicas relacionadas à intensidade e à frequência da luz solar onde a edificação se encontra. Ao mesmo tempo, a quantidade de placas solares que serão instaladas no prédio também interferirá na capacidade que ele terá de gerar energia.

Além disso, o tempo de retorno vai depender da eficiência do sistema e também do custo da energia elétrica na cidade onde ele for instalado. De qualquer forma, a perspectiva de retorno é real e de fácil comprovação.

Para defini-lo com precisão, será preciso desenvolver um estudo detalhado sobre cada caso. Contudo, considerando a média dos resultados obtidos em outras instalações, é possível fazer uma avaliação bastante aproximada quanto ao tempo de retorno do investimento, que é estimado pelos especialistas em cinco anos.

Ora, como o equipamento dura, em média, 25 anos, é possível afirmar que quem faz o investimento receberá energia inteiramente gratuita durante 20 anos.

No Portal Solar, especializado no setor, está disponível um simulador que permite a obtenção do custo médio de instalação de um sistema fotovoltaico considerando as demandas de consumo. Com essa simulação e de posse do valor da conta de energia do condomínio, é possível fazer uma projeção razoável do tempo de retorno.

10. Como é o uso em condomínios?

O sistema fotovoltaico pode gerar energia tanto para o uso do próprio condomínio quanto ser compartilhado com as unidades autônomas. Tudo vai depender da capacidade de geração.

Contudo, é preciso considerar que a energia fotovoltaica deve ser destinada a consumos de baixa potência, como os da iluminação. Equipamentos de alta potência — como os elevadores e condicionadores de ar — devem continuar recebendo o abastecimento que é fornecido pela concessionária.

Contudo, é conveniente considerar que a economia obtida em todo o conjunto pode até ser suficiente para compensar a energia que precisa ser adquirida da distribuidora, o que acarretará uma considerável redução na taxa condominial.

Com todas essas informações, você já tem como se decidir sobre o uso da energia solar em prédios e condomínios. Porém, se você ainda tem alguma dúvida ou se deseja dar a sua opinião sobre o assunto, deixe abaixo o seu comentário!